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Eitaaaa! Anitta se pronunciou após o motorista da Uber, acusado de assediar uma adolescente de 17 anos, dizer que a vítima usava ‘short tipo Anitta’, tentando justificar o crime. A declaração dele gerou revolta.

“Acabei de receber este vídeo onde o motorista de uber que assediou uma passageira menor de idade tenta justificar o injustificável (seu assédio) dizendo que a menina estava usando um short “tipo Anitta” e sentada numa posição favorável ao assédio”, escreveu ela no Twitter.

E continuou: “NADA justifica um assédio. A forma de se vestir, sentar, falar etc não significa qualquer autorização ou pedido ou convite a ser assediada e/ou invadida, abusada, estuprada etc.”.

Por fim a cantora comenta sobre o termo usado pelo uber: “Quanto à menina estar usando um short “tipo Anitta”, pra mim significa que ela é independente, não tem medo de ser quem ela quer e, acima de tudo, bem inteligente pra denunciar e expor um assediador para que outras meninas não passem pelo mesmo que ela”, disparou.

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Entenda o caso

O motorista de aplicativo André Lopes Machado, 43 anos, filmado assediando uma adolescente de 17 anos durante uma corrida em Viamão, na Grande Porto Alegre, no último domingo (16), justificou sua atitude colocando a culpa na vítima.

Durante uma entrevista à Rede RBS (afiliada da TV Globo), replicada no perfil da cantora Anitta, ele afirma que a jovem se insinuou para ele. Ao portal Zero Hora, a garota destacou que, em posição desfavorável, ficou com medo de ser grossa com o motorista para evitar que ele tomasse “alguma atitude pior”.

Na entrevista, André cita as roupas usadas pela adolescente durante a viagem, incluindo o short ‘tipo Anitta’. “Vocês tiveram acesso ao vídeo que ela postou, me denegrindo, e ela está sorrindo, bem espalhada no banco, em posições que eu até nem gostaria de citar aqui, por isso eu não posso provar (…), mas ela estava usando um short ‘tipo Anitta’, com uma mini blusa, com as pernas abertas no banco e chamando a atenção”, declarou André, ao admitir o assédio. Apesar disso, ele não considerou ter feito nada de errado.